Nem toda música religiosa é música litúrgica
Resumo
Uma música pode expressar fé, possuir um texto religioso e até ser muito conhecida pela comunidade sem, por isso, ser automaticamente adequada a uma celebração litúrgica. A liturgia possui partes com natureza e função próprias, e a música precisa respeitar essa estrutura. O critério decisivo não é apenas o tema da letra, a beleza da composição ou a preferência da equipe, mas a relação concreta entre o canto e a ação ritual que ele integra.
Aplicação prática
Antes de acrescentar um canto ao repertório, a equipe deve responder três perguntas: qual função ritual ele cumpre, se o texto está de acordo com o dia ou o tempo litúrgico e se sua forma musical favorece a participação prevista naquele momento. Quando não é possível identificar com clareza essa relação, o canto pode ser religioso e valioso, mas não necessariamente litúrgico.
Pergunta para reflexão
Ao olhar nosso repertório atual, conseguimos explicar a função ritual de cada canto ou apenas dizer que gostamos dele?